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Manguezais do Complexo Estuarino de Paranaguá tem diferentes níveis de exposição a biomarcadores de petróleo

Distante do recente vazamento de petróleo cru que se espalha pelos estados do Nordeste do Brasil, a introdução silenciosa e frequente (i.e., a entrada crônica) de hidrocarbonetos derivados de petróleo é a principal fonte destes contaminantes no Complexo Estuarino de Paranaguá (CEP); é o que aponta o trabalho publicado no periódico Environmental Pollution, no início deste ano.

A pesquisa compõe a tese de doutorado em Sistemas Costeiros e Oceânicos (PGSISCO/UFPR) da egressante Marina Reback Garcia, que contou com a orientação do professor César C. Martins e a participação de pesquisadores do Centro de Estudos do Mar (CEM/UFPR) e do Instituto Oceanográfico (IO/USP). O trabalho intitulado “Petroleum biomarkers as tracers of low-level chronic oil contamination of coastal environments: A systematic approach in a subtropical mangrove” caracterizou e quantificou hidrocarbonetos naturais e antropogênicos em sedimentos superficiais da zona entremarés de manguezais, marismas e baixios lodosos de dois locais expostos a diferentes níveis de impacto antropogênico no CEP.

Por meio de uma ampla gama de biomarcadores de petróleo e hidrocarbonetos aromáticos policíclicos os autores mostraram que as concentrações de hidrocarbonetos derivados de atividades humanas são de três a seis vezes maiores nos sedimentos próximos aos centros urbanos e portos do CEP em comparação a ambientes distantes destas regiões. Adicionalmente, os níveis de hidrocarbonetos foram positivamente correlacionados com os níveis de carbono orgânico e sedimentos finos, sendo assim as áreas mais abrigadas dos estuários altamente vulneráveis a contaminação crônica por óleo.

Além disso, os autores destacam que a abordagem sistemática desenvolvida será útil para estudos em ambientes estuarinos similares, onde a alta carga de hidrocarbonetos de origem biogênica torna ainda mais desafiadora as quantificações destes poluentes. Para ler o trabalho na integra acesse https://doi.org/10.1016/j.envpol.2019.03.006.

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Marina Reback Garcia realizando a coleta de sedimento em uma área de manguezal no Complexo Estuarino de Paranaguá.

Por Marcelo Soeth, Programa de Pós-Graduação em Sistemas Costeiros e Oceânicos, Pontal do Paraná, 08/11/2019.

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