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Quando as ondas chegam próximas à costa, começam a sofrer alterações em sua geometria. Uma onda se modifica a partir do momento em que começa a sentir o fundo. Isso ocorre quando a profundidade é igual à metade do comprimento de onda. A parte de baixo da onda passa então a sofrer atrito com o fundo, fazendo com que a parte de cima se desloque mais rápido, a onda vai empinando até que finalmente arrebenta dissipando energia. É somente a partir desse momento, da quebra da onda, que ela efetivamente transporta matéria, ou seja, antes disso somente energia é transportada. É por este motivo que os surfistas só conseguem surfar a onda quando ela começa a quebrar.

Se olharmos o oceano de cima, de um ponto mais elevado numa costa, vemos o padrão horizontal de cristas de onda que se aproximam dela. E podemos então notar que, seja lá de que direção venham as ondas, elas acabam se curvando ao chegar mais perto da costa de modo a incidirem à praia quase perpendicularmente a ela.
O que se passa é que, quando uma onda se aproxima da costa numa direção que faz um determinado ângulo com a costa, as partes mais próximas da costa “sentem” o fundo mais cedo e, nessas partes, a velocidade de propagação das ondas diminui. À medida que cada parte da crista da onda vai sentindo o fundo, as partes que o sentiram antes vão diminuindo cada vez mais a sua velocidade. Deste modo e de uma forma contínua a linha da onda vai se curvando. A este fenômeno dá-se o nome de refração de ondas, por ser similar ao que se passa com os raios de luz na refração óptica. É isto que faz com que as ondas acabem por incidir na praia numa direção quase perpendicular a ela e arrebentem de um modo quase paralelo à costa.
 

Na refração, passa-se algo parecido com uma fila de soldados que vira uma esquina em formação, com os soldados que estão mais perto da esquina andando mais devagar e os que estão longe dela andando mais depressa. Se uma onda encontra uma parte da costa mais saliente, como um promontório, a parte que “sente” primeiro diminui mais rapidamente de velocidade e as outras partes, de ambos os lados, seguem em frente, mas vão sendo encurvadas e vão acabar por arrebentar de cada um dos lados dessa saliência (os soldados em frente ao promontório param e os outros atacam-no rodeando-o de ambos os lados). As ondas convergem nessas partes mais salientes e ao arrebentar gastam nelas a maior parte da sua energia, causando mais erosão do que nas outras partes da costa. Nas baías ou enseadas, a refração faz com que as ondas divirjam e a energia aí despendida seja mínima, tornando as águas mais calmas nestes locais. É devido a isso que em frente aos costões rochosos o mar é sempre perigoso.
 
 
   
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