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Ao aproximar-se da costa, as ondas quebram na zona de arrebentação, gerando grande turbulência e correntes. A arrebentação das ondas é caracterizada em três tipos: mergulhante ou tubular, deslizante e ascendente. A maneira como a onda vai arrebentar depende do gradiente do fundo marinho e da geometria da onda.
 
Tipos de Arrebentação

» Arrebentação tipo mergulhante ou tubular
A onda quebra abrupta e violentamente, formando um tubo que desaba na quebra. Em praias intermediárias, de inclinação moderada, as ondas quebram como um caixote, muito próximas da linha d´água, formando um tubo que se fecha abruptamente, gerando grande turbulência. As ondas do tipo tubular oferecem um impacto muito forte a quem o recebe e, mesmo ocorrendo na beira d´água, são perigosas principalmente para crianças e idosos. Banhistas desavisados também podem ser surpreendidos pela violência do impacto e serem derrubados.

» Arrebentação tipo deslizante
A onda começa a quebrar relativamente longe da beira da praia, de um modo suave como se espraiando pela água, formando um longo rastro de espuma. Em praias rasas, pouco inclinadas, as ondas começam a quebrar a uma grande distância da linha d´água, como que deslizando sobre a água, motivo pelo qual são chamadas de deslizantes. As ondas deslizantes aumentam em periculosidade quanto mais altas forem.

» Arrebentação tipo ascendente
Ocorre em praias de declividade tão alta que a onda não chega a quebrar propriamente, ascendendo sobre a face praial e interagindo com o refluxo das ondas anteriores.

» A influencia do vento no tipo de quebra de onda
O vento é um fator que influencia diretamente no tipo de quebra que a onda vai ter na arrebentação.

A influencia dos ventos direcionados da terra para o mar (vento terral) sobre as ondas na arrebentação, favorecem a formação de ondas tipo mergulhante enquanto ventos na direção oposta (vento maral) favorecem a quebra de ondas tipo deslizante . Isto ocorre até um determinado nível de intensidade do vento. Quando acontece a mudança deste padrão para ventos muito fortes, os ventos terrais causam o retardamento da quebra de crista da onda e o tipo de quebra passa a ser deslizante. Já ventos muito fortes provenientes do mar resultam na aceleração da quebra da crista, resultando assim em ondas mergulhantes.

Durante um ciclo de 24 horas, vão ocorrrer alterações nos ventos locais de uma região devido à alterações de temperatura entre continente e o oceano. Estes ventos são denominados como brisa marinha e terrestre. A formação destas brisas é devida à perda mais rápida de temperatura no continente durante a noite do que no oceano, ocorrendo pela manha, ventos da terra (mais frio) para o mar (mais quente), ou seja, brisa terral. Durante o decorrer do dia o continente vai absorver energia térmica mais rapidamente que o oceano, e ao final do dia a diferença de temperatura vai gerar ventos do mar para a terra, brisa marinha. Estas alterações na direção do vento vão influenciar no tipo de quebra das ondas no decorrer do dia.

Ao(s) ponto(s) de quebra comumente associa-se a ocorrência de um banco arenoso, seguido por uma cava. Por armazenarem grandes volumes de sedimento, os bancos arenosos desempenham importante papel no balanço de sedimentos dos sistemas praiais e também na determinação do espectro energético que alcança a face praial, uma vez que são responsáveis pela dissipação de uma parte considerável da energia de ondas incidentes. Nas praias em que ocorrem, os bancos atuam como tampões, minimizando uma potencial erosão costeira.
 
 
   
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