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» Você alguma vez já pensou em definir o termo praia?

» Como você definiria esta palavra?

» Onde começa e acaba a praia pra você?

Apesar de parecer simples, nem sempre é fácil definir este termo. Se fôssemos fazer uma enquete com as pessoas perguntando “O que é praia pra você?” Com certeza as respostas seriam as mais variadas possíveis. Algumas pessoas diriam que quando estão descendo a serra já sentem que estão na praia, outras diriam que estão na praia quando colocam seus pés na água do mar, etc. Além de inúmeras outras definições que só conseguiríamos saber perguntando às pessoas.

Do ponto de vista científico, é necessário definir precisamente um termo antes de usá-lo. Na literatura especializada, existem várias definições para a palavra “praia”que podem ou não apresentar diferenças entre sí. Porém o que fica evidente entre todas as definições é a delimitação do ambiente como sendo “a transição entre o ambiente marinho e terrestre” King (1959) nos dá uma boa definição do termo. Segundo esse autor praia é um ambiente sedimentar costeiro de composição variada, formada mais comumente por areia, e condicionado pela interação dos sistemas de ondas incidentes sobre a costa.

O limite externo (em direção ao mar) e interno (em direção a terra) de uma praia seriam determinados, respectivamente, pela profundidade a partir da qual as ondas passam a provocar movimento efetivo de sedimento sobre o fundo do mar, e pelo limite superior de ação de ondas de tempestadesobre a costa.

 
Conforme esta definição, a praia se limita ao trecho onde as ondas vindas de mar aberto“sentem o fundo” próximo à costa, até a linha de vegetação permanente, ou seja, onde as maiores ondas em dias de tempestade podem chegar.

Sendo as praias ambientes tão variáveis no tempo e espaço, qualquer tentativa de delimitar seus sub-ambientes deve levar em consideração os agentes causdores de tais mudanças; ou seja, os processos hidrodinâmicos dominantes. Distinguem-se em uma praia as seguintes zonas: zona de arrebentação (breaking zone), zona de surfe (surf zone), e zona de espraiamento (swash zone).

Zona de arrebentação: ao aproximar-se de águas progressivamente mais rasas, as ondas incidentes tendem a diminuir sua velocidade e ganhar altura, até que a velocidade na crista da onda exceda a velocidade de grupo da mesma, ponto no qual quebrará. A zona de arrebentação é aquela porção do perfil praial caracterizada pela ocorrência deste processo, que representa o modo de dissipação energética da onda sobre a praia. Este tópico será abordado em maior detalhe no capítulo referente às ondas.

Zona de surfe: a caracterização da zona de surfe em uma praia depende diretamente do modo de dissipação energética das ondas incidentes; ou seja, do tipo de quebra. Em praias de baixa declividade, as ondas que inicialmente quebraram reformam-se como vagalhões, espraiando-se ao longo da zona de surfe em decaimento exponencial de altura, até atingir a linha de praia. Durante este percurso, grande parte da energia é transferida para a geração de correntes longitudinais e transversais à praia.

A menos que a arrebentação seja pontual ou muito estreita em uma praia, é impossível dissociá-la da zona de surfe. De fato, em praias de inclinação muito suave (dissipativas) ou de bancos arenosos múltiplos os processos da zona de surfe misturam-se aos de arrebentação, formando uma zona única.

 
Zona de espraiamento: a zona de espraiamento pode ser identificada como aquela região da praia delimitada entre a máxima e a mínima excursão dos vagalhões sobre a face praial. Os processos do espraiamento, principalmente sua máxima excursão vertical ou galgamento (run-up), têm importância fundamental para a engenharia costeira e para estudos quantitativos por representarem as condições de contorno do ambiente praial e por determinarem os níveis máximos de atuação dos agentes hidrodinâmicos do surfe sobre a praia. Logo acima da zona de espraiamento pode ocorrer uma feição deposicional conhecida como berma.
 
 
   
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