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Os riscos não permanentes são aqueles variáveis e exigem do banhista cuidado e atenção para serem identificados. Estes podem ser:

Arrebentação das ondas: ao aproximar-se da costa, as ondas quebram na zona de arrebentação, gerando grande turbulência e correntes, onde as ondas do tipo tubular oferecem um impacto muito forte a quem recebe e, mesmo ocorrendo na beira da água, são perigosas principalmente para crianças e idosos;

Buracos e correntes: os buracos podem causar grandes surpresas, onde os banhistas ao caírem dentro de um determinado buraco são surpreendidos pelos níveis de altura da água, trazendo conseqüências graves para aqueles que não sabem nadar. As correntes podem ser paralelas ou transversais à praia, onde as paralelas tendem a ser mais fortes em praias com cavas acentuadas e também em dias de vento e ondas fortes. As correntes de retorno, rips ou canais (lagamares), fluem da beira da praia para trás da arrebentação onde acabam;

Organismos: as águas vivas têm consistência gelatinosa e em contato com a pele causam irritações e até queimaduras, no caso das caravelas as conseqüências podem ser mais graves. Mexilhões e cracas vivem fixados às rochas e podem ferir ao pisar ou com o choque contra eles. Ouriços possuem corpo recoberto por espinhos que facilmente perfuram a pele. Bagres possuem ferrões que podem causar ferimentos bastante dolorosos;

Raios: os raios são descargas elétricas de alta intensidade que ocorrem na atmosfera. Muitas vezes os raios são motivos de preocupação nas praias, podendo causar prejuízos e mortes aos banhistas por ocasião de tempestades. (BERRIBILLI, 2003);

Correntes de maré : a variação das marés causam correntes que podem ser perigosas para banhistas, principalmente em áreas de desembocaduras de rios e estuários. Estas correntes atingem seus máximos de velocidade, tanto de enchente quanto de vazante, durante as luas novas e cheias (marés de sizígia);

Balneabilidade: é a medida das condições sanitárias das águas destinadas à recreação de contato primário. A balneabilidade é feita conforme a Resolução CONAMA 274 (de 29 de novembro de 2000). O monitoramento da balneabilidade é realizado nos meses de verão, período de maior procura dos corpos d’água para banho e recreação. No litoral do Paraná são monitorados os trechos de maior concentração populacional e os pontos próximos a rios, canais e esgotos.

É grande o risco de a população humana contrair doenças em águas impróprias. Isto porque a presença da bactéria Escherichia coli, em número superior a 2000 nmp/100 ml, é um indicativo da existência de microrganismos patogênicos nestas águas, que podem acarretar doenças ao homem, tais como: febre tifóide, febre paratifóide, cólera, disenteria bacilar, amebíase, otite infecciosa, poliomielite e hepatite infecciosa. Além da possível presença de fungos patogênicos na areia das praias, trazidos pela maré contaminada por esgotos domésticos.
 
 
   
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